do Osho: “The enlightened man cannot be enslaved”.
Do trote: Trotes? Melhor não sofrê-los. Mas, se não sofrê-los, como sabê-los? (Infame, né?
Das impossibilidades: Por que a tomada que liga o teclado tem que ser a mesma do ventilador? Sei, um “T” resolveria. Mas e o anti-mosquito?
Das impressões: Eu disse: Eu te achava chata. Ela: E eu te achava cheia. Oi, chata! Oi, cheia.
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Trecho de um texto que recebi. Alguém perguntou* “querido Osho, você é a minha inspiração. Eu ouvi você dizer que nunca teve um mestre; mas houve alguma fonte de inspiração quando você começou a sua jornada?” Ao que Osho respondeu:
“A vida em si é o bastante. Ver as pessoas ao redor – cadáveres ambulantes – é inspiração suficiente, não para ir com elas, não para seguir seus caminhos, mas para encontrar uma pequena trilha, a sua própria, se você quiser estar vivo. Eu nunca tive um mestre, e eu sou feliz por nunca ter encontrado algum. Em minhas vidas passadas eu estive com alguns poucos mestres vivos. Eles eram pessoas lindas, amáveis, mas uma coisa ficou clara o tempo todo para mim – que ninguém poderia ser uma fonte de inspiração para mim, porque essa palavra ‘inspiração’ é perigosa. Primeiro é inspiração, depois se torna seguimento, depois se torna imitação – e você acaba sendo uma cópia carbono. Não há necessidade alguma de ser inspirado por alguém. E não é apenas não ser necessário, é perigoso também. Apenas observando, eu tenho visto… cada indivíduo é único. Ele não pode seguir ninguém mais.
Você não é um Gotama Buda e o rastro dele não se ajusta a você, nem os sapatos dele servem para você; você terá que encontrar o tamanho exato de sapato que lhe sirva. Ele é belo, mas isso não significa que você tenha que se tornar como ele. E este é o significado da palavra ‘inspiração’. Ela significa que você está tão influenciado que o homem se tornou o seu ideal, que você gostaria de ser como ele. Isso tem confundido toda a humanidade.
A inspiração tem sido um infortúnio, não uma bênção.
Você somente pode ser você mesmo. E isto é um fenômeno estranho: as pessoas que se tornaram uma inspiração para milhões de outras pessoas, elas próprias nunca se inspiraram em ninguém – mas ninguém observa esse fato. (…) Todas essas pessoas, as quais você considera como fontes de inspiração, nunca foram inspiradas por outros. (…) Uma criança nasce – ela não é cristã, nem judia, nem muçulmana(…). Você apenas tem que desabrochar, abrir suas pétalas e liberar a sua fragrância.”
*Fonte: Osho. Beyong psychology, cap. 5, pergunta 2. Obs.:Ah, os grifos são meus.
Isso tem tudo a ver com isto aqui, que me aconteceu. ![]()
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Não, não é cocaína. Mas, se fosse, a gente ficava sabendo, né? Trata-se de um produto legalizado: a lendária coca-cola. É claro que já sabia de algumas histórias, mas muito pouca coisa. Foi nesse blog, que é, por sinal, bem bacana e interessante, que li sobre o assunto. O fato é que há denúncias seríssimas de que a empresa já teria até mandado matar ou mesmo feito vistas grossas à ação de capangas para seu próprio benefício de mercado. E, indo mais além, tem também o caso das comunidades na Colômbia e na Índia, cujo ambiente está sendo aniquilado. Para se ter uma idéia, uma fábrica dos refrigerantes coca-cola é capaz de consumir com até um milhão (!!!) de litros de água por dia! Aqui é que tem informações valiosas. E já está rolando um boicote organizado. E isso a maior parte - inclusive, euzinha - das pessoas não sabe.
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Não faz muito tempo: uns meses. Recital de alunos. E eu pedia - tudo bem, implorava - à profi que me liberasse, que eu iria só assistir. Estava muito atucanada. E ela olhava pra outro lado, balançava a cabeça e “não”, “não”. Ela estava irredutível. Queria muito que eu tivesse essa experiência, ainda que eu não me sentisse preparada e, honestamente, não quissesse pagar pra ver. Eu ali insistindo, muito chata. Nada resolvia. Aí saí com as minhas: sempre disse que foi (e é) um grande momento da minha vida quando a encontrei… Apelei. “Quando o aluno está pronto, o mestre aparece”, falei. Ela quase fez um balancinho com a cabeça dizendo “não, não” e soltou essa: “Quando o aluno está pronto, o mestre desaparece“.
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Ganhei Giovanna Baby neste Natal! É um conjuntinho, com a deo-colônia azul e um gel de banho. Um amor. E são ótimos! Sabem o que é melhor? Tem um selo do PEA: ou seja, não são testados em animais! Já mandei mensagem pra lá e elogiei.
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Aviso: eu sou chata mesmo.
Entendo que a obesidade seja uma epidemia. E que pode causar ou colaborar para o aparecimento de várias doenças complicadas (que isso aí fique bem claro). Em que pese isso, eu percebo que há um “policiamento” absurdo em torno do tema - olhem só, não é obesidade - peso/controle do. E isso é muito chato! E disso são vítimas até pessoas dentro do “peso ideal”.
A própria noção de peso ideal, não sei se vocês notaram, já foi alterada. Porque pessoas que abertamente (dá pra ver que) estão dentro do tal peso compatível com a altura muitas vezes não estão/são consideradas dentro da noção alterada de peso ideal; ou seja, não são magrinhas.
Acho que esse policiamento tem limites. E já os ultrapassou. Tá, vou dar exemplos. A neta de uma pessoa que conheço freqüenta um colégio riquinho. Esses dias, ela - a menina - se opôs a levar um pedaço de bolo de chocolate para o lanche. E foi investigado o porquê, perguntando. O motivo era que a professora fala… há uma regulação, a respeito da merenda. Mas a menina é magrinha! E está saudável! É claro que todo mundo sabe que uma criança não pode passar a bolo de chocolate e guloseimas, mas daí a se constranger e mesmo a idéia de que não se possa levar de lanchinho, comer de vez em quando (e de vez em quando aqui não é duas vezes ao ano!). Gente, o que é isso?! Fui muito feliz na minha infância levando achocolatado! Não que eu considere achocolatado uma ótima coisa. Mas as crianças, quando eu era uma, comiam coisas gostosas sem essa regulação excessiva (olha o algodão doce!). Outro exemplo. Perguntei numa lancheria que simpatizo quais eram os salgados que tinham ricota, sei lá, queijo; na intenção de achar algo pra mim - pra quem ainda não sabe, sou veg… A mulher simplesmente disse, sem o menor pudor: “os que são light são esses aqui”. Entendi, ela pensou errado. Tudo bem, mas… light? Palavra horrível, pra começar. Não me segurei, mas falei com delicadeza: “a sra. acha que preciso de algo light?”. Meu IMC é 20, pra esclarecer. Uma situação parecida aconteceu num buffet também… Mas não me dei conta: e se eu precisasse. E daí? Se estiver muito feliz sendo gordinha? Por que teria que comer algo light?
Tem uma moça que conheço, gordinha, com gorduras bem visíveis e tal. E ela se veste como quer, se veste bem, não liga que as gorduras apareçam. Até não estou falando de gorduras pra fora, mas de usar roupas com modelagens ou cores que são conhecidas por desfavorecerem as gordas e são evitadas pela maioria das mulheres acima do peso ou não. E ela não se importa! Acho isso muito, muito bacana! Não é desleixo, ela só não está nem aí pra esse negócio de gorda não pode isso, não pode aquilo. Ela, aliás, é linda. Talvez seja um reflexo dessa certeza que ela deve ter - a de ser bonita. Admiro muito essa moça.
Acredito, com base só nas minhas observações por aí, que estamos vivendo num mundo onde todo mundo sabe de tudo, apesar de sermos, na maior parte das vezes, estranhos um para o outro. No futuro, poderá ser um mundo onde os prazeres são regulados. Onde você não poderá falar um palavrão, comer bolo de chocolate, não estar nem aí pro peso (e quem tem algo a ver com isso?!). Agora me vem à cabeça um filme americano qualquer, em que a cada palavrão uma maquinhinha solta uma multa. Lembrei também de uma cidade, acho que é aqui mesmo no RS, na qual foram instaladas câmeras em uma sinaleira de pedestres. E cada vez que um faz a besteira de atravessar correndo ou com o sinal fechado, de um alto-falante sai uma voz, reguladora, dizendo alguma censura ao comportamento do pedestre. Você aí, ô, de amarelo…*.
Bom, sou um pouco radical, confesso. Até reparei que umas pessoas olham de cantinho quando uma gorda come uma pizza gordurosa e algo assim em lancheria. Essa coisa de regular a vida e a forma - redonda ou não - dos outros não me atrai nem um pouco…
* que fique bem claro que não estou incentivando ou defendendo comportamentos arriscados no trânsito. Quem me conhece, sabe como sou durona nesse assunto (avisei que sou chata, né?). Mas acho que vcs entenderam a comparação, não é?
p.s.: Vejam isto, é um ótimo exemplo… e um tremendo absurdo!
p.s. 2: Olha aqui sobre o discurso do terror (post interessante). A campanha sobre a qual o post fala acaba muito mais colocando lenha na já conhecida fogueira dos preconceitos do que ajudando com conscientização.
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